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02
(Vinicius de Moraes | Homem Cristo)
O sal das minhas lágrimas de amor
Criou o mar que existe entre nós dois
Para nos unir e separar
Pudesse eu te dizer
A dor que dói dentro de mim
Que mói meu coração nesta paixão
Que não tem fim
Ausência tão cruel
Saudade tão fatal
Saudades do Brasil em Portugal
Meu bem, sempre que ouvires um lamento
Crescer desolador na voz do vento
Sou eu em solidão pensando em ti
Chorando todo o tempo que perdi
(Goran Bregovic | Teófilo Chantre)
Ausencia, ausencia
Si asa um tivesse
Pa voa na esse distancia
Si um gazela um fosse
Pa corrê sem nem um cansera
Anton ja na bo seio
Um tava ba manchê
E nunca mas ausencia
Ta ser nôs lema
Ma sô na pensamento
Um ta viajà sem medo
Nha liberdade um tê'l
E sô na nha sonho
Na nha sonho miéforte
Um tem bô proteçäo
Um tem sô bô carinho
E bô sorriso
Ai solidäo tô'me
Sima sol sozim na céu
Sô ta brilhà ma ta cegà
Na sê claräo
Sem sabe pa onde lumia
Pa ondê bai
Ai solidäo é um sina
Ai solidäo tô'me
Sima sol sozim na céu
Sô ta brilhà ma ta cegà
Na sê claräo
Sem sabe pa onde lumia
Pa ondê bai
Ai solidäo é um sina
Ma sô na pensamento
Um ta viajà sem medo
Nha liberdade um tê'l
E sô na nha sonho
Na nha sonho miéforte
Um tem bô proteçäo
Um tem sô bô carinho
E bô sorriso
Ai solidäo tô'me
Sima sol sozim na céu
Sô ta brilhà ma ta cegà
Na sê claräo
Sem sabe pa onde lumia
Pa ondê bai
Ai solidäo é um sina
Ai solidäo tô'me
Sima sol sozim na céu
Sô ta brilhà ma ta cegà
Na sê claräo
Sem sabe pa onde lumia
Pa ondê bai
Ai solidäo é um sina
Ausencia, ausencia
( Franklim Godinho | António de Almeida Santos)
Se tardas amor, não venhas
Se é triste ter de esperar
Pior é saber que espero
Por quem me volta a tardar
Se tardas amor, não venhas
Penso sempre, quando chegas
Que o amor que tu me dás
Não compensa o que me negas
Se tardas amor, não venhas
Quando me dizes adeus
Levas contigo os meus olhos
Mas não me deixas os teus
Se tardas amor, não venhas
Vindo tarde e sem calor
Que o amor que tu me dás
É uma esmola de amor
Minto amor, é só receio
De te não ver nunca mais
Podes crer que até morrer
Não virás tarde demais
(Caco Velho | Piratini)
Pele encarquilhada carapinha branca
Gandôla de renda caindo na anca
Embalando o berço do filho do sinhô
Que há pouco tempo a sinhá ganhou
Era assim que mãe preta fazia
criava todo o branco com muita alegria
Porém lá na sanzala o seu pretinho apanhava
Mãe preta mais uma lágrima enxugava
Mãe preta, mãe preta
Enquanto a chibata batia no seu amor
Mãe preta embalava o filho branco do sinhô
(Dominguinhos | Nando Cordel)
Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando teu corpo e beijando você,
Pra mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim
Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
"Prá" mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim
Quero pedir mais um dia
Quero ver o Sol raiar
Beijando a maré cheia
E os salgueiros do lugar
Quero andar por um caminho
De valeta perfumada
De hortênsias e alecrim
E de rosa desfolhada
De hortênsias e alecrim
E de rosa desfolhada
Quero viver e sonhar
Quero viver mais um dia
Mandei a tristeza embora
E dei lugar à alegria
Quero pedir mais um dia
Quero ver o Sol raiar
Beijando a maré cheia
E os salgueiros do lugar
Quero andar por um caminho
De valeta perfumada
De hortênsias e alecrim
E de rosa desfolhada
De hortênsias e alecrim
E de rosa desfolhada
Quero viver e sonhar
Quero viver mais um dia
Mandei a tristeza embora
E dei lugar à alegria
( Letra: António Campos/ Música: Joaquim Pimentel)
Tenho ciúmes,
Das verdes ondas do mar
Que teimam em querer beijar
teu corpo erguido às marés.
Tenho ciúmes
Do vento que me atraiçoa
Que vem beijar-te na proa
E foge pelo convés.
Tenho ciúmes
Do luar da lua cheia
Que no teu corpo se enleia
Para contigo ir bailar
Tenho ciúmes
Das ondas que se levantam
E das sereias que cantam
Que cantam p'ra te encantar.
Ó meu "amor marinheiro"
Amor dos meus anelos
Não deixes que à noite a lua
Mude a côr aos teus cabelos
Não olhes para as estrelas
Porque elas podem roubar
O verde que há nos teus olhos
Teus olhos, da côr do mar.
(Max| Anibal Nazaré)
Era já tarde, quando o fado conheci
E sem alarde, quis falar-me da Saudade
Mas na verdade, para me lembrar de ti
Do grande amor que perdi
Era tarde, muito tarde
Pedi ao Fado
Que me desse outro caminho
Ficasse ele com a saudade
Que eu queria ficar sozinho
Ele respondeu
Que o pedido era escusado
Porque o fado e a saudade
Andavam de braço dado
Era já tarde, quando o fado abandonei
E fui cobarde, tive medo da saudade
Com ansiedade, eu ainda a procurei
Quando a Saudade encontrei
Era tarde, muito tarde.
Pedi ao Fado
Que me desse outro caminho
Ficasse ele com a saudade
Que eu queria ficar sozinho
Ele respondeu
Que o pedido era escusado
Porque o fado e a saudade
Andavam de braço dado
(José Carlos Malato | Armando Machado)
Tenho medo de dormir
Porque sei que vou sentir
Horas, minutos, (a) passar.
Com medo de te perder
Mergulho neste sofrer
Peço a Deus p'ra naufragar.
No meu cais de solidão
Horas, minutos em vão
Não me volto a despedir.
Sei que nunca vais dizer
Apesar déu já saber
Qu'é de mim que queres fugir.
Este mundo era dos dois
Pensava eu mas depois
Tu partias, eu ficava.
E na dor desse momento
Cada noite era um tormento
De nós dois, só eu amava.
Passaram já muitos anos
Mas sempre que nos cruzamos
Apetece-me voltar!
Embarcar na tua rota
Sonhar que tu és gaivota
E que eu sou tod'o o mar!
Lisboa e o Tejo (Letra: Mário Rainho| Música: Fontes Rocha)
Lisboa, também tem um namorado
E também tem ciúmes como nós…
Lisboa quando sofre canta o fado
Com um soluço triste em sua voz
Lisboa é namorada delicada…
Vaidosa e orgulhosa de assim ser.
Lisboa fica ás vezes, amuada
Se o seu amor, amor, não lhe oferecer
Chama-lhe marinheiro
Fala dele na rua
E sente ciúmes dos olhos da lua
Chama-lhe marinheiro,
Sem rumo nem rota,
Sempre atrás das asas de alguma gaivota…
Ele, numa onda, atira-lhe um beijo
E assim namoram Lisboa e o Tejo.
Marcha de Alfama (Letra: Amadeu do Vale / Música: Raul Ferrão)
Alfama não envelhece
E hoje parece
Mais nova ainda
Iluminou as janelas
Reparem nelas
Como está linda.
Vestiu a blusa clarinha
Que a da vizinha
É mais modesta
E pôs a saia garrida
Que só é vestida
Em dias de festa
Becos escadinha ruas estreitinhas
Onde em cada esquina há uma bailarico
Trovas p'las vielas e em todas elas
Perfume de manjerico
Risos gargalhadas, fados desgarradas,
Hoje em Alfama é um demónio
E em cada canto um suave encanto
De um trono de Santo António.
Marcha da Mouraria 1935 (Letra: Frederico de Brito / Música: Raúl Ferrão)
A Marcha da Mouraria
Tem o seu quê de bairrista
Certos Laivos de alegria
È a mais boémia
È a mais fadista
(Bis)
Bairro Alto (Letra: Carlos Neves / Música: Francisco Carvalhinho)
Bairro Alto aos seus amores tão dedicado
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com os trovadores mais o fado
Pr'a fazer suas conquistas
Tangem as liras singelas,
Lisboa abriu as janelas, Acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silêncio velha Lisboa, Vai cantar o Bairro Alto
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras, em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
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